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2010-1
Isnard Martins

 

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Pesquisa:

Comente problemas decorrentes das diferenças de linguagem verificadas no preenchimento de um Boletim Criminal. Não limite seus comentários apenas ás dificuldades e problemas gerados no âmbito da Delegacia

Isnard Martins - Prof Dr Engenharia Industrial - 2008

Esta pesquisa consolidou comentários e visões de dezenas de profissionais participantes de foruns do curso de Pós Graduação em Segurança Pública,  Universidade Estácio de Sá (2010). São representantes, em diversos Estados, das Policias Civil e Militar, Defesa Civil, Ministério Público, Pesquisadores, Advogados e outros,  que contribuiram com suas respostas à questão chave solicitada. Agradecemos todas as participações que possibilitaram gerar esta pesquisa preliminar.

A segunda parte desta pesquisa extraiu dos textos livres  um estudo das principais palavras chave melhor representativas do tema pesquisado. Estas palavras-chave serão utilizadas brevemente na extração de padrões e associações entre referências das postagens futuramente consolidados no encerramento da disciplina.

Em uma visão preliminar, apresentamos referências onde encontram-se centradas as maiores preocupações representativas da questão formulada nos foruns temáticos

preenchimento 18 particularidades 2
problemas 18 formatos 2
documento 16 adequados 2
registro 16 treinamentos 2
pessoas 10 diferencas de linguagens 2
documentos 8 falta de estrutura 2
tempo 6 dificultar 2
registros 6 delituoso 2
girias 6 escrito 2
dificuldades 5 corretamente 2
entender 5 entendimentos 2
erros 5 apelidos 2
detalhes 5 faltam pessoas qualificadas 2
clareza 5 treinamento 2
objetividade 5 coloquial 2
textual 5 dificultara 1
objetiva 4 dificuldades de dialogo 1
linguagens 4 desconsideradas 1
fiel 4 aspectos culturais 1
preencher 4 traduzirem 1
diferente 4 terminologias 1
formal 3 falta de conhecimento 1
formato 3 falta de dados 1
riqueza 3 falta de vocabulario 1
dificultam 3 faltam pessoas treinadas 1
terminologia 3 formalizaca 1
significados 3 meio policial/criminal 1
traduzir 2 formalizado 1
tratamentos 2 falta de qualificacao tecnica 1
inadequadas 2 falta de padronizacao 1
terminologia policial 2 falta de padronizacao de linguagem 1
narrativas 2 falta de pessoal capacitado 1
redigidos 2 falta de policiais 1
meio policial 2 formalizacao 1
relatos 2
 



JULIO CESAR FARIAS JUNIOR Postado em 12 de junho de 2010 às 19:30
A produção de registros de ocorrências criminais tem grande relevância nas atividades de investigação, análise e planejamento do policiamento urbano.
Segundo Andrigueto (2006) a terminologia utilizada nos departamentos policiais decorre da necessidade do entendimento dos depoimentos prestados pelos criminosos e entendimento pela população local. Trata-se, portanto, de um conjunto compartilhado de vocábulos utilizados, que gera um entendimento fácil e rápido, reconhecido, mas nem sempre compreendido por outros indivíduos da sociedade, caracterizando um grupo específico, em uma comunidade específica. Os problemas decorrentes das diferenças de linguagem no preenchimento de um Boletim Criminal são gerados pelas gírias, neologismo e palavras inadequadas utilizadas por determinados policias. Muitas vezes em atendimento a ocorrências os policiais tratam as vítimas e autores de delitos como se fossem amigos íntimos, nunca tratando a pessoa de uma forma adequada, mas sempre com gírias. Esses tratamentos denotam um inadequado processo de criação metafórica. Ainda, Devido à simplificação, necessidade de redução de tempo ou até ausência de cautela, os boletins de ocorrência são freqüentemente preenchido aplicando-se incompreensíveis abreviaturas de endereços, apelidos, cidades e departamentos públicos, o que provoca uma variada gama de problemas para análise e tratamento estatístico, particularmente para os sistema geo-referenciados.

IVAN CARLOS ALVES DA CUNHA Postado em 12 de junho de 2010 às 20:52
Não há como um policial preencher um BO sem ser influenciado pelas circunstâncias, acontecimentos, fatos presentes e pelo contexto de enunciados dos envolvidos que trazem junto uma linguagem comportamental e educacional que, certa ou não tem que ser registrada

JOSE RICARDO GUIMARÃES COSTA Postado em 13 de junho de 2010 às 15:09
A linguagem, seja oral ou escrita, é o instrumento pelo qual se estabelece uma comunicação. Esta só será eficaz se todos os seus integrantes conseguirem decodificar e compreender a mensagem. Considero como integrantes obrigatórios do sistema de segurança as Polícia Civil, Militar, Penitenciária, Rodoviária Federal, Federal, o Ministério Público e o Poder Judiciário, que são orgãos com rotinas administrativa e formações diferenciadas, cujos integrantes são lotados em diversas regiões, sem conhecerem os aspectos culturais e históricos locais. Logo, a ausência de padronização na linguagem torna ineficaz as ações de planejamento do policiamento ostensivo, de investigação criminal, da ação penal, da ação jurisdicional e de cumprimento da pena


IARA ROLIM MATTOS Postado em 18 de junho de 2010 às 15:41
Quando é preenchido um Boletim Criminal, geralmente são usadas as palavras da pessoa que está registrando. Por isso muitas vezes isso causa problemas pois a linguagem nem sempre é conhecida à todos, por serem usadas muitas gírias. Nesse caso, para evitar problemas mais graves, seria interessante abrir parênteses ( ) e escrever o significado da mesma para melhor entendimento ( mesmo sabendo que isso dificulta e torna mais lento o trabalho). É de suma importância a decodificação e compreensão da mensagem para o bom desempenho do trabalho policial

JOCIMAR BARBOZA DOS SANTOS Postado em 18 de junho de 2010 às 21:39
O B.O. é o documento primário que narra o fato que posteriormente se torna Inquérito e após processo que vai para o juiz analisar e dar a sentença. Ao preencher esse documento a vítima é ouvida e narra os fatos à sua maneira e o policial terá que fazer adequações à linguagem mais jurídica para enquadrar o tal delito a um previsto no código de processo penal, nesse momento por falta de conhecimento do policial ou pela linguagem utilizada pela vitima pode ocorrer acréscimo ou omissão de palavras, uso de girias, o que pode comprometer todo o restante do processo, até mesmo influenciar na sentença dada pelo juiz

JORGE EDUARDO TELLES DUTRA Postado em 16 de junho de 2010 às 09:15
No aspecto da linguagem falada,pode-se usar vários termos ou expresões que diferem de região para região.Sou carioca mas moro em Santa Catarina e trabalho no sistema prisional.Dentro da cadeia nós temos que aprender um dialeto que chamo de "vagabundes" com expressões e gírias características desse meio e também tive que aprender as gírias e regionalismo do povo.Com o policial não é diferente,ele faz o BO e tem que saber o "vagabundes" para poder entender e traduzir para o documento a fim de ser mais preciso e claro para o entendimento posterior.Isso ocorre também com testemunhas ou vítimas que as vezes utilizam girias e regionalismo para se expressar.Quando o processo chega na mão do juiz,promotor,este tem que estar bem escrito e elaborado para que o entendimento seja correto a fim de resolver o caso

MARIO LUIS GOMES DE FREITAS Postado em 13 de junho de 2010 às 06:40
Os problemas são muitos desde erros na grafia até a falta de padronização, na verdade, deve-se implementar cursos de aperfeiçoamento tanto para a escrita quanto na busca de um padrão para que se tenha um BO ou um RO (REGISTRO DE OCORRÊNCIA), seguindo paradigmas para facilitar o uso deste documento não só na fase da investigação até o julgamento

ARCEDINO DOS SANTOS JUNIOR Postado em 14 de junho de 2010 às 01:48
Como estudamos no módulo anterior, nem sempre a linguagem colocado no boletim criminal retrata com exatidão o que realmente ocorreu no local ou na situação em questão. Vejamos que é muito importante saber relatar a linguagem da pessoa que passa as informações para que seja transcrita no BO, sendo que deve ser o mais fiel possível. No caso da Polícia Militar, os atendentes do COPOM, devem ficar atentos para como a pessoa que está no outro lado da linha no local do fato passa a informação para poder situar a guarnição de serviço o mais próximo da realidade possível. A linguagem de policiais é muito peculiar e nem sempre coincide com a linguagem de vítimas, testemunhas ou autores de crimes, por este motivo este é um ponto que deve ser muito bem estudado pelos profissionais da segurança pública

MARIA LITA FRANCISCO DE OLIVEIRA Postado em 16 de junho de 2010 às 22:23
Oi professor, pelo o que eu entendi é que os documentos de formato textual livre tem a desvantagem de dificultar as extrações de informações, no entanto tem, poderia dizer vantagem da riqueza de detalhes, já que é discurso livre.
Os de formato estruturados e semi-estruturados, tem como vantagem a simplificação de preenchimento, a pré-orientação da sequência de entrada, padronização de conteúdo e maior precisão na entrada das informações, mas a maior vantagem destes formatos seria a facilidade para o trabalho de tratamentos estatísticos.
Penso que o ideal seria a possibilidade de se conseguir juntar as vantagens destas estruturas, na criação de um documento que não permitisse a perda de detalhes, tão importante para a ligação de acontecimentos ajudando no trabalho de investigação.
Espero que tenha respondido a sua pergunda. Até mais professor

MARIA LITA FRANCISCO DE OLIVEIRA Postado em 15 de junho de 2010 às 18:22
As informações geradas através de BO são de importância para a investigação, elucidação de crimes, ações preventivas e vão instruir inquéritos policiais, auxiliam promotores, juízes para aplicações de pena. Portanto é importante que o registro de ocorrências seja feito com clareza, objetividade e precisão, evitando-se a terminologia policial que gera entendimentos nada claros, muitas vezes generalizando a definição de certos termos, causando interpretações erradas e deficientes a quem venha a fazer uso das informações colhidas. Códigos inadequados, não padronizados, diferenças e particularidade de linguagem, linguagem inadequada, erros ortográficos e outros, constituem dificuldades pra análise criminal. Os formatos dos documentos fonte, deveriam ser desenvolvidos de maneira que as vantagens se sobreponham as desvantagens, ou que as desvantagens possam ser tratadas através de sistemas de suporte que recupere informações

KLERYSSON LUIZ DA SILVA Postado em 15 de junho de 2010 às 20:36
O que pude constatar com relação as diferenças de linguagens é que existe um padrão diferente entre a população de baixa renda e pessoas que estejam envolvidas com o crime. No sistema prisional, por exemplo, são várias as girias e iterlocuções diferentes utilizadas pelos detentos. Quase tudo tem um nome distinto que eles colocam, por exemplo, pão significa " marrocos"; ovo é "semente", café é "moca", quando os agentes se aproximam ele gritama avisando os demais "olha a chuva", enfim, são espécies de códigos que diferenciam a vida deles como internos, da vida comum social

ANDREA MARYS HOLLER SOTTO MAYOR DE MORAES Postado em 16 de junho de 2010 às 00:07
Devido à simplificação, necessidade de redução de tempo ou até ausência de cautela, os boletins de ocorrência são freqüentemente preenchido aplicando-se incompreensíveis abreviaturas de endereços, apelidos, cidades e departamentos públicos, o que provoca uma variada gama de problemas para análise e tratamento estatístico, particularmente para os sistema geo-referenciados. Posso notar no meu cotidiano que o principal problema decorrente das diferenças de linguagem em um Boletim de Ocorrência é a falta de tempo e ausência de atenção da pessoa que está confeccionando a ocorrência, visto que muitos fazer o registro rápido devido à falta de efetivo e o grande número de ocorrências e nessa pressa o policial acaba se esquecendo de preencher aplicativos importantes do Boletim de Ocorrência que servirão para análise estatística, bem como para um bom procedimento policial futuro (investigação, inquérito e outros).

MARCELO NAURI JANSEN Postado em 18 de junho de 2010 às 09:12
A ocorrência criminal pode ser conceituada como sendo a documentação, ou registro, de notícia de infração penal. Qualquer que seja a forma de registro, as anotações da ocorrência devem conter dados visando responder as seguintes questões, sendo estas: quem? o que? onde? como? quando e por que? Em relação as diferenças de linguagem e utilização de gírias e jargões, é necessário ressaltar que o boletim de ocorrência é um relato oficial e formal do delito. Devemos assim, evitar gírias e jargões policiais para que pessoas/órgãos externas (principalmente o judiciário) possam entender o histórico da ocorrência policial. A diferença de linguagem também dificulta posterior análise/estatística criminal, tendo em vista a riqueza da linguagem utlizada no meio policial/criminal.

LUCIANO OSNI DA SILVA Postado em 17 de junho de 2010 às 18:32
A falta de estrutura básica em algumas delegacias remete os sistemas de tratamento de informações aos tempos antigos, dotados de atrasos e ineficiênia operacional. O principal documento para coleta de informações criminais(B.O.), constitui-se na origem da informação, porém sofre costante varia ao ser preenchido de forma brutal e incorreto, transformando seus dados em informações destorcidas e dificultosas para serem analizados. As linguagens, formas, particularidades da linguagem e regionalismo variam de estado para estado.

AUREO JUSTEN Postado em 16 de junho de 2010 às 08:45
Parece evidente que o uso de girias ou abreviaturas como (BO,TC) em documentos oficiais como as fichas de ocorrencia não é apropriado, porem muitas vezes a confecção destas fichas são feitas sobre o capô de viaturas e estas abreviaturas são utilizadas como forma de facilitar o serviço, e acabam prejudicando o desenrrolar de um processo futuro

joao pinheiro de moura Postado em 18 de junho de 2010 às 09:42
Perguntei certa vez a um professor de Direito Penal se era comum O Ministério Público receber Inqueritos Policiais mal elaborados para a formalização da denúncia (em ação civil pública). Sua resposta foi no sentido de que grande parte apresentavam problemas de preenchimento que contribuiam negativa para a materialização da denúncia junto ao juizo criminal. Da mesma forma, o preenchimento do BO apresenta os mesmos erros, como já do conhecimentos de todos.
Como se trata de um documento oficial, deve narrar os acontecimentos de maneira ordenada, precisa e objetiva, resgardando todas as ações e providências adotadas pelos policiais, se possível explicitando os fundamentos de fato e de direito. Assim verificamos a necessidade de se criar o modelo nacional de BO, que deve ser isento da interferência da individualidade da pessoa que o elabora, contento campos para qualificações dos envolvidos, dos objetos recolhidos, dos policiais e outros

RODRIGO RAMIRO MARCELINO Postado em 14 de junho de 2010 às 09:52
Quero aqui poder relatar fatos ocorridos no dia a dia durante o emprego da segurança pública. Andrigueto, 2006 cita problemas causados pelas diferenças e particularidades de linguagem e regionalismo durante a confecção de registros de ocorrencias policial. Esse problema, realmente, não ocorre apenas nas delegacias mas sim, no diálogo entre policiais e cidadão. Ocorrem fatos de um cidadão do Rio Grande do Sul estar a passeio no nordeste, se o mesmo se envolver em ocorrência policial, poderá ter dificuldades de diálogo com o policial daquela região. Isso demonstra falta de padronização de linguagem numa policia que tem uma sociedade diversificada na sua naturalidade. Em outras palavras, as diferenças de linguagem não ocorrem apenas no papel, mas também no diálogo entre os próprios policiais como entre policial e cidadão

MAURÍCIO SILVA SOARES Postado em 18 de junho de 2010 às 15:13
Os profissionais da Segurança Pública adquirem ao longo de sua carreira uma série de jargões e gírias que não são do conhecimento do cidadão comum e que, além do mais, para piorar o entendimento são regionalizados. Em um país continental isto é inevitável.
Mesmo o convencimento do profissional de Segurança Pública para não usar jargões e gírias, ao tomar o depoimento de um criminoso, o mesmo terá que estar familiarizado com tais expressões. A “tradução” do linguajar dos criminosos para um português coloquial nem sempre é fácil. Presenciei um preso em audiência dizer para um Juiz que havia roubado uma “tela”, sendo que tal juiz teve dificuldade em entender que “tela” significava “Televisão”.
O interessante é sempre citar exatamente como foi testemunhado, porém colocando ao lado das expressões um termo mais cotidiano do cidadão comum.
Além do fato dos jargões e gírias temos a introdução de fatores subjetivos, textos mal redigidos gerando dificuldade de entendimento e desconhecimento de aspectos precessuais e legais

RODRIGO SILVEIRA DUARTE Postado em 18 de junho de 2010 às 18:11
Como bem mencionou nosso Colega SERGIO MURILO BRITO e concordo como sua afirmativa.
"Faltam pessoas qualificadas, treinamentos, vontade da própria pessoa que esta registrando o boletim, equipamentos adequados, falta envestimento na segurança em geral."
Sem esquecer também que muitas situações que ocorrem no campo investigativo,nem sempre são veridicas, trazendo prejuízo para a aparelho Estatal que deixa de investigar outras situações importantes

MARCELO PAMPLONA TROVAO Postado em 17 de junho de 2010 às 00:18
Claro que a falta de estrutura nas delegacias é um fator importante, mas muitos agentes (policiais responsáveis pelo registro do BO) não utilizam linguagem padrão, muitas vezes os termos usados são chulos não fazendo parte do dicionário jurídico. Não existe uma padronização para o registro do BO, o que gera dificuldades no momento da investigação que pode, até mesmo por exemplo, ocultar informações importantes para se identificar um possível suspeito

RICARDO DE SOUZA Postado em 17 de junho de 2010 às 11:14
O tema apresentado para debate mostra-se como um dos maiores problemas no que tange aos Boletins de Ocorrência. Algumas vezes o responsável pela lavratura do BO é uma pessoa não ou pouco capacitada, que não é a responsável em colher os dados, sendo que o responsável apenas assina o termo. O problema que se apresenta como já foi dito é o diferente tipo de linguagem empregada para fazer a narrativa dos fatos no BO, como no exemplo citado em aula “Exemplo de um relato desestruturado” onde o responsável pelo BO tentou usar uma linguagem rebuscada o que comprometeu o entendimento do texto. Em outros casos, (experiência própria) o responsável pelo BO usa uma linguagem coloquial, transcrevendo as palavras da vítima de uma forma fiel, não se atendo a pontuação, gírias ou mesmo vícios de linguagem, o que também dificulta o entendimento. Necessário de faz uma padronização.

ALEXANDRO NAPOLEÃO SANTANA Postado em 18 de junho de 2010 às 00:13
Falta padronização às atividades policiais como um todo, além da falta de pessoal capacitado ao registro e preenchimento dos boletins. Em muitos casos, servidores cedidos por prefeituras são os responsáveis por estes registros, assim, por falta de qualificação técnica, acabam por cometer as maiores aberrações durante os registros, que devem ser reavalidos e corretamente interpretados pelos policiais de carreira, no tocante aos dados registrados, capitulação penal do delito e até mesmo gramática. Tais aberrações podem conduzir a uma interpretação equivocada e acabar por contaminar os bancos de dados e estatísticas policiais que os tomam por base. Portanto, é necessário que haja um maior investimento em contratação e lotação de servidores de carreira, sobretudo em delegaciais do interior, a fim de que, devidamente treinados para este mister, possam desempenhar essas funções com segurança e confiabilidade, reduzindo ao máximo diferenças de linguagem dentro da mesma instituição e, até mesmo, dentro da mesma unidade policial.

SERGIO MURILO BRITO Postado em 18 de junho de 2010 às 15:21
É de conhecimento da grande maioria que procura uma delegacia para resgistrar um boletim de ocorrência que faltam pessoas treinadas e comprometidas para atender bem o cidadão, pois muitas vezes o que se relata esta escrito de outro modo e muitas vezes não fica claro a interpretação do acontecimento. Muitas vezes há erros (tanto por parte da vítima, como dados dos envolvidos (suspeitos), do modo que foi realizado o crime, do local) o que dificulta e muito uma investigação posterior ao acontecido. Faltam pessoas qualificadas, treinamentos, vontade da própria pessoa que esta registrando o boletim, equipamentos adequados, falta envestimento na segurança em geral. Muitas vezes um boletim registrado por uma instituição não é reconhecido pela outra e a vítima acaba registrando dois ou mais boletim para o mesmo acontecimento

ADAIR ALEXANDRE PIMENTEL Postado em 12 de junho de 2010 às 13:30
Entendo que muitos são os problemas decorrentes das diferenças de linguagem verificadas no preenchimento de um Boletim Criminal, com destaque para a dificuldade de compreensão e análise por parte dos agentes responsáveis pela investigação e pelo planejamento do policiamento ostensivo.
Essas diferenças podem distorcer o verdadeiro sentido dos dados registrados, pois cada operador vai analisá-los do seu modo, o que resultará em ineficiência do aparato da segurança pública com relação a identificação e preisão dos criminosos; sem falar na dificuldade de descobrir a maneira com agem e as pessoas que a eles etão ligadas, a fim de evitar que logem êxito em suas ações criminosas.

JUAREZ FRANÇA DOS SANTOS Postado em 13 de junho de 2010 às 01:13
A elaboração do boletim de ocorrencia seja na delegacia como através do emergência 190 é o ponto de partida para elucidar um crime, motivo pelo qual seu preenchimento adequado e com uma linguangem clara e objetiva é fundamental. Falta de dados, mal preenchimento dificulta o traabalho de investigação. Exemplo disso é quando alguém liga para o 190 e não sabe passar detalhes do ocorrido ou do que está ocorrendo. Motivo pelo qual quanto mais rico em informações for o registro da ocorrencia mais fácil será de uma vtr deslocar ao ponto exato e ao possivel agente do crime

MARCELO COELHO SOUZA Postado em 13 de junho de 2010 às 20:45
As diferenças de linguagem verificadas no preenchimento do BO nos leva a uma lacuna decorrente de escassez de dados, e, consequentemente agrava ainda mais o trabalho de investigação, entre outros. No Brasil, via de regra, as bases de dados criminais são pouco analisadas, pois, existe um enorme problema no preenchimento do BO, e as informações que existem, pouco divulgadas. Esta situação impede uma compreensão de diversos fenômenos, pois, tais fatos limitam a produção de informações, pesquisas, e até mesmo na criação de políticas de segurança pública. É necessário padronizar o preenchimento do BO, informatizá-lo e qualificar as pessoas para acabar com os diferentes tipos de linguagem, além claro, de ajudar nas informações para determinadas situações em prol da segurança pública

ITACIR RICIERI CELLA Postado em 13 de junho de 2010 às 23:00
O boletim de ocorrência deve ser um documento eficiente e objetivo, preenchido de forme impessoal, clara e precisa, ao contrário disto, dificulta ao analista de formular conclusões quanto a existência e surgimento de atividades criminais e identificação de suspeitos, bem como a impossibilidade de análise dos dados por parte do setor de investigação e o provável atrapalho no policiamento ostensivo. Um boletim de ocorrência mal formulado distorce o sentido das informações causando prováveis prejuízos a sociedade, como a impunidade do criminoso e a não reparação do dano causado a vítima.

JAIME MARAGNO MARCELINO Postado em 14 de junho de 2010 às 15:36
Segundo pesquisas, Boletim de ocorrência, também conhecido pela sigla "BO", é o documento utilizado pelos órgãos da Polícia Civil e pelas Polícias Militares, além dos Bombeiros e da Guarda Municipal para o registro da notícia do crime no Brasil. Os problemas, geralmente são encontrados quando não há a descrição fiel do fato, como por exemplo: o registro de horários errados, determinados locais equivocados, relacionando veículos e objetos de forma precipitada, a não descrição das pessoas envolvidas e o equivoco da identificação das partes etc."

MARGARETE REGINA GOULARTE Postado em 15 de junho de 2010 às 18:32
Finalmente há estudos que norteiam a produção de um Boletim de Ocorrência. É um documento de grande importância que foi negligenciada por muito tempo. Neste documento serão relatadas e perpetuadas as primeiras impressões informativas do ato delituoso na percepção do queixoso.   A linguagem utilizada terá que se adaptar ao relato do denunciante não podendo fugir da clareza e da precisão e jamais podendo ser interpretada de forma a alterar o significado do que pretende ser informado. Trata-se de um relato que mistura narrações e descrições, fugindo das características do texto técnico e aproximando-se muito do literário, fato que poderia produzir dúvidas quanto à interpretação; mas que espera-se do policial que este capte com exatidão o que precisa ser declarado com riqueza de detalhes sem interferências interpretativas. Alguns elementos como ordem cronológica, muitas vezes não poderão ser considerados e neste caso a orientação do escrivão será decisiva para esclarecer dúvidas.  Como pode ser observado, se o profissional não tiver noção destes elementos, poderá alterar informações ou ainda deixá-las incompletas ou pouco elucidativas.  Este profissional tem que ter conhecimento suficiente para lidar com a informação sem modificá-la, tornando o relato o mais fiel possível do declarado, e ainda auxiliando, sem interferir no conteúdo do texto, ao denunciante de se manifestar de forma esclarecedora. Este auxílio seria no sentido de possuir o repertório certo no uso das palavras, de forma a padronizar de certa maneira relatos da mesma natureza, sem no entanto forçar qualquer intenção ou significado.

MARIANGELA RIBEIRO Postado em 16 de junho de 2010 às 20:38
Que as diferenças de linguagem observadas nos Boletins de Ocorrências podem gerar problemas de interpretação de dados, provavelmente sim. Por outro lado penso que deve haver fidelidade no relato, inclusive das expressões utilizadas, as quais não devem ser desconsideradas e sim colocadas de forma especial (ex. entre parêntesis), pois são dados que possibilitam possíveis ligações com outras ocorrências criminais. Igualmente importante é a qualificação dos atendentes no momento desta formalização; ainda que muitos formulários destes boletins estejam automatizados atualmente, os fatos que deram origem ao registro de uma ocorrência sempre necessitarão de um campo especial e aberto para a aposição do "histórico".

LUIZ ANTONIO CAPELETO Postado em 17 de junho de 2010 às 12:08
Os diferentes modos utilizados no preenchimento dos BO, provocam transtornos funcionais graves, pois geram diversos problemas, como: distorções, atrasos, dupla interpretação e outros, que acabam, em muitos casos, fazendo com que ocorra prejuízo para a vítima, a comunidade e, também, a instituição policial. Dentre as possíveis soluções para os problemas, podemos citar: a qualificação do policial e a informatização atualizada integralizada das bases de dados.

FRANCISCO JOCEL BATISTA JUNIOR Postado em 17 de junho de 2010 às 14:34
A não viabilização de computadores, e o emprego de máquinas de escrever que produziam um documento datilografado ou geradas por processos inteiramente manuais nas delegacias policiais. E informações coletadas de maneira arcaica, e que esses arquivos, poderiam desaparecer á coletana e dados para se realizar uma trabalho de planejamento á nível também de intercâmbio com outros Estados que fornecesse embasamento para planejamento da atividade preventiva e repressiva em consonância , a combate ao crime organizado. E que todas as Delegacias têm que informatizar, porque muitos policiais aianda preenchem formulários com máquinas de escrevcer , utilizando papel e carbano

FRANCISCO JOCEL BATISTA JUNIOR Postado em 12 de junho de 2010 às 10:57
...recusa a fazer BO. Então, o cidadão desconhece que lavrará o BO.Algumas pessoas com maior conhecimento, e dependendo do fato, procuram o Promotor, e este requisita ao órgão Policial a lavratura do BO, isto mostra o mau funcionamento do sistema.Este sistema fica muito mais complexo quando envolve também Policia Rodofiária Federal e Policia Federal, pois não se constitui um mecanismo formal de integração com a PM .Não raro Boletins lavrads pela PM em uma cidade são remetidos para outra em razaão de questões de competência.È através do BO que leva à autoridade policial ou judiciária a notícia crime, fornecendo-lhes uma série de dados(nomes de agentes, vítimas, testemunhas, vestígios, instrumentos e produtos de crime).É também um precioso meio de resguardo da legalidade em que se pautou a ação ou operação policial.No BO, deve-se relatar apenas o que é significativo, selecionar fastos relevantes e evitar os acontecimentos sem significaado.É importante salientasr que o policial não pode fazer afirmaçõesas as quais exige um laudo pericial.

LUIS DE ALMEIDA RABELLO Postado em 18 de junho de 2010 às 17:35
Entendo que problemas decorrentes das diferenças de linguagens não acarretarão dificuldades apenas no âmbito das delegacias, mas na instrução dos fatos que poderiam gerar inquéritos na esfera judicial.
Os inquéritos policiais encaminhados a Justiça são baseados em fatos objetivos, em comunicação textual conhecida por policiais, advogados, promotores e juizes. Os entendimentos difusos, subjetivos e de má qualidade dos Boletins de Ocorrências não contribuem para investigações criminais e visualização quanto a existência ou não de crime. Os advogados dos suspeitos acabam se beneficiando de falhas na transcrição de fatos importantes. A terminologia jurídica não pode ser diferente da terminologia policial, carecendo de definições apropriadas

WALDIR PEREIRA JR. Postado em 18 de junho de 2010 às 05:37
São muitos pontos a serem ajustados para uma efetiva padronização dos boletins de ocorrência a nível nacional, principalmente em se tratando de documentos que irão tramitar por sistemas computacionais ligados em redes e disponibilizados a todos os interessados. Dentre as possíveis dificuldades, destacaria: a padronização textual dos documentos, vocabular e de diagramação; disponibilização de equipamentos de informática modernos, bem como o acesso a internet de banda larga em todas as unidades; mas acima de tudo um grande obstáculo é a necessidade de treinamento e a valorização dos encarregados da segurança pública que estarão à frente destas tarefas

NILTON ALVES PINHEIRO Postado em 18 de junho de 2010 às 11:50
É possível a implantação de um Boletim Único de Ocorrências Criminais de todo o Brasil, no entanto, devemos ter em consideração a atipicidades e características de cada região, os tipos de crimes que são cometidos, e em muitos casos dentro de um próprio Estado existem divergências na forma de registro de ocorrências, além de ser necessário a implantação de um sistema totalmente informatizado, o que hoje praticamente inviabiliza este trabalho, basta ter em mente que até janeiro de 2009, 51 delegacias do Estado do Rio de Janeiro encontravam-se, ainda, com máquinas de escrever ou fazia-se manuascritas as ocorrências, isso em Estado da federação tido como "desenvolvido" tecnologicamente, a questão é política também visto que por muito tempo a área de negurança foi negligenciada. saliento aqui o trabalho elaborado pelo SENASP, que no intuito de lebaborar uma padronização dos registros de ocorrências elaborou uma análise da linguagem e dos tipos de ocorrências, por região à partir dos boletins de ocorrências das 27 unidades da federação, elaborando a base para a unificação de procedimentos no registro de ocorrências, o que é o início da possibilidade de um Boletim Único, com um pouco de boa vontade política e investimento em tecnologia isso será possível, num futuro não muito distante.

ANDRÉIA DOS SANTOS RAMOS Postado em 12 de junho de 2010 às 12:53
No preenchimento de um boletim criminal faz-se necessário a impessoalidade e a objetividade do relato da ocorrência. Deve-se evitar gírias e jargões, pois estes causam um desgate para a investigação, vez que nem sempre as palavras escritas tornam-se em realidade dos fatos. Como em cada região do país há sutaques diferentes e formas de falar que nem sempre são entendíveis por habitantes estranhos àquela região, devemos zelar pela objetividade e clareza ao preencher um boletim criminal, não podemos nos surpreender ao ler um documento com estrutura livre ou contextual, o texto tem que conter os dados necessários para que seja compreendido o modus operandis, a descrição do criminoso, local, horário, etc. Alguns documentos apresentam-se pré estruturados, o que torna mais simples o preenchimento. Como a linguagem é algo riquíssimo de expressões e significados, sugiro aos nobres colegas de curso que leiam a monografia de Tania Isabel D. Andriguetto, pois a leitura é rápida e mt interessante a respeito das gírias e jargões dos policiais.

ADELU JOSE SALVADOR Postado em 15 de junho de 2010 às 20:15
Um Boletim de Ocorrência Criminal deve ser eficientemente preenchido, com objetividade, impessoalidade, clareza e precisâo. (Isnard,2007). Com essa afirmação podemos dizer que não há espaço para diferenças de linguagem, caso ocorra dificultara o objetivo do BO que é auxiliar no clareamento do fato delituoso. Na minha região (Oeste do Estado de Santa Catarina), não temos tido problemas dessa natureza, até por se tratar de Interior e a grande maioria dos agentes de segurança se conhecerem. Caso ocorra um equívoco de algum agente, busca-se contactar o mesmo para esclarecer o sentido do "palavriado" usado

ANTONIO MARCOS FRAGOSO Postado em 16 de junho de 2010 às 15:15
Com certeza a linguagem e a sua interpretaçao vao ocasionar muitos problemas pois e em cima destes fatos que se gera um processo e e instaurado um inquerito, tem que haver muito cuidado para que nao haja uma interpretaçao errada dos fatos

ANTONIO CARLOS FLOR Postado em 16 de junho de 2010 às 10:46
Segundo REMENCHE (2003, p.12), conhecer tais relações é “um meio de observar os aspectos valorizados por determinado grupo e mesmo as condições de vida impostas pelo meio físico” e, no presente caso, também pelo meio profissional. Sendo assim, os problemas decorrentes das diferenças de linguagem verificadas no preenchimento do Boletim de Ocorrência nas Delegacias são traduzidos no dia a dia dos profissionais de Segurança Pública que trabalham e convive com este linguajar das periferias e comunidades carcerárias, o que torna na realidade o policial um mero tradutor de uma linguagem utilizada por marginais. Evidentemente que na confecção de um Boletim de Ocorrência criminal Cada um possui um conjunto de palavras mais ou menos importantes que constituem a terminologia da atividade em questão. É assim que grupos de operadores policiais usuários de banco de dados de potenciais computadores utilizam entre si, um vocabulário especial, muitas vezes ininteligível pelos que não pertencem aos referidos grupos. Em especial o uso de linguagem que são utilizadas no âmbito da malha ferroviária de todo pais que variam de estados para estados. Daí a dificuldade para traduzir o linguajar da marginalidade na ocasião do preenchimento do Boletim de Ocorrência que deve ser preenchido de forma clara e objetiva

ADELIA BARUFFI Postado em 16 de junho de 2010 às 21:10
BO, Qualificação, da forma Direta ou Indireta, Indiciamento, Vida Pregressa, BII, ou BIC, Cetidão de Antecedentes, "é o meu feijão com arroz", faço todos os dias. Concordo com os demais colegas, o BO deve ser confeccionado e maneira CLARA, OBJETIVA, CONTENDO AS INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS SOBRE O DELITO e sua dinamica. O Boletim de Ocorrência é o PRIMEIRO DOCUMENTO FORMALIZADO da Delegacia de Polícia. Após ser confeccionado, pela Policia Civil, segue para Autoridade Policial - Delegado, que derá seu DESPACHO, quando então, inicia-se o PROCEDIMENTO POLICIAL propriamente dito. Nada na Delegacia é feito sem o REGISTRO DO BO, já que, é através dele que se toma CONHECIMENTO DO DELITO, da INFRAÇÃO PENAL. Aqui o Boletim é documento PADRÃO, disponível no SISP bem como, no SITE para BO Eletrônico, principalmente para PERDA DE DOCUMENTOS. Quando você faz o BO, automaticamente já consta em seu CADASTRO PESSOAL, deste modo, ao realizar uma consulta, em uma INVESTIGAÇÃO POLICIAL, já infoma que contra ele, por exemplo, versa um BO, ou se é VITIMA. O grande problema que encontro, é que policiais quando preenchem o BO, deixam de constar o LOCAL DA OCORRENCIA e o HORÁRIO, esses são os principais erros que ocorrem. Exemplo: Local da OCORRENCIA: O MESMO ( o mesmo do que), Horário: Incerto.

AMAURY HERBST Postado em 18 de junho de 2010 às 21:26
Todo Boletim de Ocorrência Criminal deverá constar o possível de informações e detalhes do fato, em uma linguagem clara e objetiva, sendo este um instrumento para a realização de investigações, podendo com isso a Autoridade Competente instaurar o Inquerito, e apurar os responsáveis pelo crime, remetendo o Inquerito em tempo ábil ao Juizado. Em minha região, em algumas Delegacias os Registros de Boletins de Ocorrências são realizados por estagiários, não entendedores e também sem algum treinamento, sendo na maioria adolescentes. Isto ocorre por falta de Policiais. Dificultando com isso em muito as investigações, e punições aos infratores

FABIANE DE SOUZA JANSEN Postado em 18 de junho de 2010 às 21:32
Umas das dificuldades é o preenchimento do formulário de boletim de ocorrência utilizando-se de gírias comuns no meio policial. Neste meio é facilmente assimilado, mas o boletim não ficará restrito apenas à delegacia, então seu conteúdo tem que ser de fácil entendimento por todos que necessitarem, por qualquer motivo, fazer uso desta leitura, pois um simples boletim de ocorrência, seja bem ou mal preenchido, poderá chegar ao Supremo Tribunal Federal.
Além do uso de gírias, há a dificuldade de atribuir corretamente a tipicidade de um delito, conforme vimos na aula 2, onde comumente se confunde roubo com furto, entre outros. Isto gera dados estatísticos incorretos, por exemplo.

GABRIEL SOUTO Postado em 18 de junho de 2010 às 11:25
Acredito que o principal problema é a dificuldade gerada na análise do Boletim de Ocorrência, quando se tenta extrair dados criminais. Outro problema que ocorre também é a utilização equivocada de tipo criminal para determinados crimes, como furto e roubo, estupro e atentando violento ao pudor, etc. Além disso, pode ser citado o descrédito que as instituições policiais são submetidas junto ao Ministério Público ou ao Poder Judiciário, quando da análise direta destes documentos já no desenrolar da ação penal

FELIPE AUGUSTO DE JESUS Postado em 18 de junho de 2010 às 11:15
As diferenças de linguagem verificadas no preenchimento de um Boletim Criminal dificulta o rastreamento do sistema no banco de dados da identificação dos mesmos crimes que estão ocorrendo, uma vez que estão sendo registrados com diferentes capitulações, deixando de adquirir volume de dados que permitiriam ao analista formular conclusões quanto a existência ou surgimento da atividade criminal e identificação de suspeitos, bem como dificuldade a extração de dados para o desenvolvimento da atividade de investigação e o tratamento estatístico da informação.

GILBERTO DOS ANJOS Postado em 17 de junho de 2010 às 16:41
O Boletim Criminal por se tratar de um documento oficial e formal, em geral, vemos um documen-to sendo apresentado com ausências de dados e/ou informações de uma ocorrência delitiva, sendo que estes primeiros dados no boletim são de extrema importância para a elucidação de um determinado crime cometido. De acordo com Isnard Martins (2007), estes relatos devem apresen-tar objetividade, clareza, precisão e impessoalidade. Não há se negar que o Brasil tem diferentes culturas, as quais nos apresentam muitas diferenças nas linguagens utilizadas. Conforme a aula atual, existem textos livres (aqueles no formato textual) – onde são redigidos minitextos – e o pré-orientado (semiestruturado ou estruturado) – que possuem campos, como exemplo: a serem pre-enchidos pelo profissional. É nos textos livres que acontece a utilização das linguagens, das mais diversas e distintas possíveis. Portanto, uma vez utilizadas linguagens “inadequadas”, todo o pro-cesso seguinte poderá ser prejudicado, desde a elaboração de uma eventual estatística ou instru-ção de um possível processo-crime.

JORGE FABRICIO DOS SANTOS Postado em 15 de junho de 2010 às 14:21
Acredito que a falta de vocabulário no meio policial facilita o surgimento e a preponderância de termos vulgares e girias policiais, como o texto do curso evidencia, realmente torna-se de difícil compreensão para as autotidades de fora das instituições policiais, bem como da população entender o que de fato tal registro quer dizer e ainda analisá-lo de forma simples.

FRANCISCO AURICELIO FERREIRA PEREIRA Postado em 15 de junho de 2010 às 00:47
De acordo com o estudo vimos que o uso de girias e jargões usado em boletins de ocorrência tendem a dificultar a compreensão textual,fora das Delegacias e grupos Policias,pois somente esta comunidade compreende essa forma de verbalização,quando muito os infratores e ou presidiários,portanto e invitável o uso de uma linguagem técnica,ou seja que seja compreendida por autoridades judiciarias,a mídia,ea sociedade em geral.tornando assim os boletins práticos e eficiêntes.

FERNANDO AUGUSTO TORTELLI Postado em 14 de junho de 2010 às 17:42
Não só no caso de entendimento por parte das autoridades policiais e pelos próprios policiais o uso de gírias, jargões e até abreviações trazem consequencias futuras e até mesmo invalidação de um processo criminal. A falta de entendimento de uma descrição no BO é um problema para o Judiciário e para o MP, pois viabiliza uma anulação por parte desse diferença de significados que podem ser gerados durante uma investigação. A diferença de padrão, gera na diferenças regionais, e devemos agir raciocinando que um proceso pode "caminhar" de uma região para a outra, conforme competências e jurisprudências. Como citado em aula, uma mesma palavra pode ter vários significados como os exemplos mostrados. É difícil elaborar um modelo padrão, ou racionalizar a termos técnicos visto que a linguagem usada pelos criminosos está, e quase sempre, relacionadas á códigos e gírias locais.

JAURO OSVALDO GALVÃO Postado em 13 de junho de 2010 às 15:02
A linguagem utilizada pelos criminosos e pelos autores dos Boletins Criminais, por vezes, é cheia de vocábulos e terminologias que dificultam o entendimento, tendo os policiais que se adequarem a estes vocabulários criados por comunidades e agentes criminosos. Assim, num primeiro momento no âmbito das Delegacias de Polícia saber esta linguagem, se faz necessário para o entendimento dos depoimentos prestados por pessoas que utilizam gírias, neologismos, jargões, etc. a utilização desta linguagem por policiais facilitam a compreensão das narrativas nos Boletins Criminais para poder interagir no entendimento da narrativa. A dificuldade do entendimento se faz presente quando saí deste universo restrito das delegacias e passa para ser analisado por Institutos de Segurança Pública para compor dados estatísticos criminais, para a utilização no Processo Penal que é de grande dificuldade para o Ministério Público que para oferecer a denúncia em alguns casos se baseia em Inquéritos Policiais nos quais, trazem narrativas que dificultam a sua compreensão, desta forma, impossibilitam a ação penal, tendo o Promotor que pedir diligências às delegacias para traduzirem estes textos, ou reiniciar todo o processo de coleta de depoimentos. Ainda, dificultam na composição de material de análise de confrontação de depoimentos criminais nos Tribunais para servir de material probatório. A dificuldade de entender estes boletins criminais, é dificultado também na composição como históricos criminais para servir de dados criminais pelos analistas

 


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